Kalil diz que Sul de Minas será impactado pela reforma tributária, critica pedágios e propõe agregar valor à produção de café
23/09/2026
(Foto: Reprodução) Alexandre Kalil candidato ao governo de Minas Gerais pelo PDT e o candidato a vice Carlos Mosconi (PSDB) vistam o Mercado Municipal de Poços de Caldas
Fabiana Assis/g1
Em visita a Poços de Caldas (MG), nesta quarta-feira (23), o candidato ao governo de Minas Gerais Alexandre Kalil (PDT) destacou os impactos da implementação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) para empresas do Sul de Minas, defendeu a gestão tripartite da saúde e afirmou que pretende incentivar a agregação de valor à produção agrícola, especialmente ao café. O candidato também questionou a instalação de pedágios nas rodovias mineiras.
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Pela manhã, o candidato concedeu entrevistas a veículos de comunicação locais, visitou o Mercado Municipal e se reuniu com empresários e lideranças políticas.
Ao comentar as prioridades para o Sul de Minas, Kalil afirmou que um dos principais desafios da região está relacionado aos efeitos da reforma tributária.
"O IVA vai afetar muito o Sul de Minas. Principalmente a parte do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços - novo tributo sobre o consumo criado pela Reforma Tributária para unificar o ICMS estadual e o ISS). Vai afetar muitas empresas aqui."
Kalil afirmou que Minas Gerais enfrenta dificuldades administrativas e financeiras. Segundo ele, o estado possui forte participação na produção nacional agrícola e de minério, mas não consegue converter essa capacidade econômica em investimentos públicos.
"Nós somos o maior produtor de aço, o maior produtor de minério, o maior produtor de café, o maior produtor de leite, somos o segundo agronegócio do Brasil, só perdemos para o Mato Grosso e estamos de pires na mão e não temos dinheiro para pôr um coreto em nenhum município e estamos com a dívida que é impagável. Alguma coisa está errada."
Candidato Alexandre Kalil (PDT) visita o Mercado Municipal de Poços de Caldas
Fabiana Assis/g1
Ao falar sobre o setor agropecuário, Kalil defendeu políticas voltadas para a industrialização da produção agrícola mineira e citou o café como exemplo, afirmando que Minas Gerais deveria estimular a transformação do produto dentro do próprio estado, agregando valor à cadeia produtiva. Segundo ele, a estratégia pode contribuir para fortalecer a economia estadual e ampliar a geração de riqueza.
"Nós temos que dar incentivo para que saia cápsula do café daqui, não a saca."
Kalil também defendeu ações de apoio ao setor produtivo como forma de aumentar a arrecadação e impulsionar o desenvolvimento.
O candidato disse ainda que pretende ampliar os investimentos estaduais na saúde e defendeu a participação conjunta da União, do estado e dos municípios para garantir atendimento à população porque "a prefeitura não aguenta sozinha, o estado não aguenta sozinho."
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Kalil ainda criticou a política de pedagiamento adotada no estado. Segundo ele, a implantação das cobranças não foi acompanhada de melhorias adequadas na infraestrutura das estradas. O candidato afirmou ainda que a definição de tarifas e concessões deve ser baseada em estudos técnicos de viabilidade.
"Estamos colocando pedágio na cara de todo mundo sem arrumar estrada. Isso nunca existiu no Brasil, isso é uma grande inovação de Minas Gerais", afirmou.
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