Operação do MP investiga fraude em concursos públicos e cumpre mandados em MG
21/07/2026
(Foto: Reprodução) Operação do MPMG investiga fraude em concurso da Câmara de Minduri (MG)
Ministério Público
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou nesta terça-feira (21) a operação "A Porta Larga" para investigar um suposto esquema de fraude no concurso público da Câmara Municipal de Minduri (MG). Durante a ação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão em Minduri e Andrelândia.
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Segundo o MPMG, a investigação começou após a presidente da Câmara de Minduri comunicar suspeitas de irregularidades no concurso destinado ao preenchimento de cargos na Casa Legislativa. Conforme as apurações, uma servidora comissionada informou ter sido procurada por um servidor público da Prefeitura de Minduri, que teria oferecido a possibilidade de aprovação no concurso mediante pagamento de R$ 15 mil.
De acordo com o promotor de Justiça Leandro Panaim, após a denúncia, a Justiça autorizou a gravação ambiental das conversas entre a servidora e os investigados. A mulher não aceitou a proposta nem fez qualquer pagamento.
Segundo o promotor, o caso chamou a atenção porque, mesmo sem participar do esquema, a candidata acabou aprovada dentro do número de vagas. "Ela fez a prova, marcou, segundo ela mesma, todas as letras 'A' no cartão de respostas e, ainda assim, foi aprovada em segundo lugar", afirmou.
Ainda de acordo com a investigação, o mesmo servidor apontado como intermediador da negociação foi responsável pelo processo licitatório que resultou na contratação da empresa organizadora do concurso. O Ministério Público afirma que a empresa, sediada em Andrelândia (MG), venceu a licitação ao apresentar proposta de valor muito inferior à média das concorrentes.
Júlia Reis traz o que foi destaque durante a semana no g1 Sul de Minas
Como funcionava o esquema
As investigações indicam que o esquema seria liderado por um advogado integrante da banca examinadora. A fraude seria a manipulação dos resultados do certame. Conforme o MPMG, após a realização das provas, ele analisava o desempenho dos candidatos e alterava as notas do candidato beneficiado para garantir sua aprovação dentro do número de vagas oferecidas.
Segundo o MPMG, os investigados podem responder por crimes como falsidade ideológica, supressão de documento público, fraude em certame público, corrupção passiva, frustração do caráter competitivo de licitação e associação criminosa.
Empresa é investigada por outros concursos
O Ministério Público também apura indícios de que a empresa responsável pelo concurso, Cássia Aparecida de Oliveira, que atua com o nome fantasia CAP Concursos Públicos, possa ter adotado o mesmo método em outros concursos públicos realizados em municípios de Minas Gerais e do Mato Grosso, inclusive com a participação de outros servidores públicos. Entre as cidades citadas estão Carmo do Rio Claro, São Lourenço, Itaú de Minas, Passa Quatro, Carvalhos, Paula Cândido, Bias Fortes, Colider, Diamantino e Nova Santa Helena.
O g1 e a EPTV tentam contato com os envolvidos.
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